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DULCE SANTUCCI

Mineira da cidade de Muzambinho, Dulce Santucci nasceu em 1921. Habituada a escrever contos e poesias desde criança, aos 26 anos, já casada, escreve um romance - Sonhos Desfeitos - narrando a história real de três amigas. Ao invés de editá-lo, levou os originais à Rádio São Paulo que se interessou em transformar os escritos em radionovela. Dulce reescreveu tudo em linguagem radiofônica, dividindo em capítulos com incomum talento. Um sucesso! O rádio ganhava mais uma novelista.

Ao longo dos anos, os títulos se multiplicaram e os sucessos também - Uma Vida e Três Amores, Rancho Fundo, Zé Boiadeiro, Um Ranchinho a Beira Chão. Dulce alcança tal projeção como novelista que chegou a ter seis títulos no ar, simultaneamente.

Com o advento da TV, passou a escrever para o novo veículo. Ao lado de Edson Leite, na TV Excelsior de São Paulo, idealizou a primeira novela diária da televisão brasileira, 2-5499 Ocupado, adaptada por ela de um original argentino. Escreveu depois várias telenovelas, sem no entanto, sufocar sua brilhante carreira no rádio.

2-5499 ocupado (1963 - Excelsior)

aqueles que dizem amar-se (1963 - Excelsior)

as solteiras (1964 - Excelsior)

o caminho das estrelas (1965 - Excelsior)

a pequena karen (1966 - Excelsior)

abnegação (1966/67 - Excelsior)

sozinho no mundo (1968 - Tupi)

algemas de ouro (1969/1970 - Record - parcial)

seu único pecado (1969 - Record)

tilim (1970 - Record)

os fidalgos da casa mourisca (1972 - Record)

uma esperança no ar (1985 - SBT - parcial)